24 February 2010
Tags: haiti, madeira, media
Mesmo com uma aldeia global, uma aldeia em que sabemos no próprio dia que houve um terramoto no Haiti ou chuvas torrenciais na Madeira, chego à conclusão que a proximidade das notícias ainda é algo a ter em conta. O tempo de antena que o terramoto do Haiti teve nos media Portugueses está a ser equivalente (parece-me) ao do desastre metereológico da Madeira. A diferença é quando se pensa nos números.
Contagem de mortos no Haiti: 222,500
Contagem de mortos na Madeira (ver imagem Mudslide death): 42
Não estou a dizer que esta atenção dos media está errada. Longe de mim dizer isso. Mas dá que pensar …
Penso que há espaço para notícias mais locais numa altura em que é tudo standardizado e levamos com notícias do outro lado do mundo na mesma página que as do nosso bairro.
21 January 2010
Tags: earthquake, europe, haiti, management, usa
Gostemos ou não, temos que aturar com a imposição e “ocupações” dos EUA enquanto a Europa não se mexer. Sim, porque já não faltam instrumentos para o fazer. Podemos ver isso claramente neste artigo do Público.
Mas o que é facto é que a descoordenação total num cenário já apelidado de caótico e dantesco é visível e fundamentalmente má para a ajuda chegar onde deve. Custa-me a perceber como é que com tantas mentes gestoras brilhantes no mundo (que fazem biliões de euros para as respectivas empresas por ano), não há quem consiga fazer o “deployment” de uma equipa médica e de segurança de intervenção rápida. É preciso virem estes senhores para mostrar que com um megafone e meia dúzia de militares se pode construir um hospital completo. Conseguimos colocar militares em qualquer lado do mundo para destruir, agora quando é para salvar vidas em vez de as tirar, aí a ajuda já é “difícil”, mesmo com milhões de euros em dinheiro a ser enviado de todo o mundo.
Numa nota aparte, a qualidade destes artigos no jornal Público tem-me impressionado pela positiva, será que o jornalismo sério (ao invés do exibicionista) regressou ?
19 January 2010
Tags: AMI, earthquake, france, haiti, poverty, usa
As catástrofes sentem-se mais nas zonas mais pobres. Infelizmente foi o que aconteceu com o terramoto (forte) no Haiti, o parente pobre da ilha da República Dominicana, uma das zonas mais pobres do mundo ocidental.
Para descrever o que sobrou, fica este artigo do Público, muito bem (d)escrito.
Port au Prince, o que já foi uma cidade
Os EUA tomaram conta do aeroporto de Port au Prince, o único do país, controlando tudo o que entra e sai. Os Americanos dizem que foi a pedido do povo do Haiti, os cépticos dizem que atacaram como abutres uma nação que já tinha pouco e agora não tem nada. A ajuda de vários milhões, potenciada cada vez mais pelas redes sociais como o Facebook e o Twitter (que ajudou a publicar imagens e relatórios segundos após o desastre), está a custar a chegar aos locais onde é precisa e até já França reagiu negativamente ao efeito funil norte-americano que fez com que um dos seus aviões voltasse para trás.
A AMI, como muitas outras agências solidárias, já lá tem um contigente de 7 pessoas. Se quiserem ajudar:
Multibanco: Entidade 20909 Referência 909 909 909 em Pagamento de Serviços