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18 July 2009

Resposta ao movimento para repensar Portugal

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Integração Europeia – Não me revejo na posição aparentemente de extrema direita/esquerda de que mais Europa é mau. Foi muito mau o Tratado de Lisboa não ter sido referendado e foi em parte por isso que falhou, mas o Tratado de Lisboa, com a sua abolição de unanimidade é simplesmente a operacionalização de um conceito. E alguém que já tenha intervido num grupo com mais do que 2 pessoas sabe que a unanimidade, apesar de ser bonita, não é viável se se quer andar para a frente, particularmente no mundo acelerado onde vivemos.

Futuro das Forças Armadas – Vivemos na Europa, é um facto. Vivemos em paz há muitos anos, é um facto. Isso é razão para terminar com as Forças Armadas ? Não. Da mesma forma que um seguro é preciso mesmo antes de se ter tido um acidente. Faz sentido ter terminado o período militar obrigatório. A profissionalização das Forças Armadas foi um passo em frente, agora terminar com elas só porque custam dinheiro não deve ser a opção. Se não estão ocupadas, que se rentabilizem a fazer trabalhos que exijam mais coordenação e disciplina que as entidades civis têm. Ou para missões no exterior, no grupo UE.

Transparência, apoio totalmente.

Reformas passados 6 anos em alguns cargos, repudio e sublinho que nos países nórdicos estas diferenças já foram esbatidas.

Paridade dos sexos – Apoio totalmente em salários e oportunidades, mas tenho dúvidas que abordagens de quotas resolvam o problema da melhor forma.

Assimetrias sociais – Apoio totalmente a sua redução, mas não é trivial. As leis podem determinar desvios máximos de salários, mas é preciso uma mudança de consciências para que se passe a pensar em todos e não no eu (típico xico-esperto).

Trabalho precário – devia ser abolido por lei e reforçado pelas entidades competentes de forma eficaz.

Cursos sem futuro – não tenho opinião fixa neste ponto. Há quem diga que uma solução é simplesmente jogar com o “numerus clausus” dos cursos baseado na oferta e procura do mercado, mas aí estaríamos a ignorar a vocação das pessoas. Bom senso costuma ser algo bom. Se há demasiados professores no mercado, vou escolher um curso que não implique ensino.

Reformas – Sou um pessimista nesta matéria e julgo que a discussão das reformas ainda vai no adro. Com a população a envelhecer e tantos “xicos-espertos” a fugir aos impostos, as reformas vindas do Estado são um conceito em vias de extinção a passos rápidos.

Novas experiências e soluções – Há duas formas de potenciar isto: deixando de nos queixarmos de tudo (e isto é alimentado pelos media também) ou por necessidade (e esta crise tem forçado as pessoas a pensar “fora da caixa”).

Projectos interinstitucionais – Falham redondamente quase sempre em todo o lado, não é só em Portugal, porque são dificílimos de gerir. Mas se se conseguir um projecto que motive as várias partes de igual forma e for bem gerido, a soma é claramente superior às partes.

Relação Universidade – Resto do mundo – As Universidades estão fechadas sobre si mesmas. Não ligam com a indústria porque só pensam em termos académicos e não em termos práticos (a união de ambos seria o ideal). Deviam, para além de fazer protocolos, ter resultados “vendáveis”, para que a indústria os produzisse em massa e o bem pudesse ser espalhado.

Hortas Urbanas e Replantação de árvores – Boa ideia, para o Homem e para o ambiente.

Rede integrada de transportes – Metro + Comboio + Bicicleta (onde praticável) + Carro para sítios inacessíveis de outra forma

Canais de TV (não só públicos porque há autoridades que os controlam) – Criar “guidelines” para o preenchimento do “prime time”, obrigando a quotas máximas de novelas e notícias sobre futebol por exemplo.

Que cidadania – uma em que não existe “carreira política”, mas sim pessoas com ideias e capacidade de as implementar. Uma em que não existam partidos (que os ideais já foram), mas sim grupos auto-configuráveis e dinâmicos de pessoas colaboradoras com o mesmo fim. Ou mantendo o modelo actual, eleger apenas o representante da zona que elegerá o do nível seguinte e assim sucessivamente. Alguém que conheça a zona e que conheça as pessoas e que leve ideiais delas (não do candidato) para os níveis superiores. Uma cidadania activa em que referendos são coisas normais que se respondem pela internet (devidamente autenticados) por forma a poupar dinheiro ao Estado.

Responsabilidade social – das empresas, mas principalmente dos seus gestores de topo que devem liderar por exemplo e não apenas maximizar lucro de qualquer forma

Educação – Menos reformas, mas mais efectivas e que durem mais tempo para ganhar em escala (por exemplo livros passarem de irmão para irmão. Avaliação efectiva dos professores saneando os maus do sistema de forma imediata. Turmas com tamanho aceitável, não exagerado.
Não concordo com equipas inteiras de professores numa só sala. Penso que um professor deve ser capaz de tocar vários tópicos. Formação periódica obrigatória de professores para aperfeiçoarem as suas áreas de conhecimento)

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