Esta é uma questão que me é particularmente interessante. Não por eu ser um cérebro (que não sou), mas porque estou fora do País e em parte porque não encontrei as condições lá que pretendia.
Há três razões pelas quais os cérebros Portugueses saem do País mal podem:
1. No país não são reconhecidos (é verdade e quem disser que não que conte o número de vezes que cientistas abrem o telejornal em vez de futebolistas que muitas vezes têm um QI mais baixo que a média da população).
2. No país não encontram trabalho. É verdade. Onde é que uma Engenheira Ambiental ou um Engenheiro Físico encontra trabalho em Portugal ? A sério ! Digam-me onde há uma vaga dessas.
3. No estrangeiro Europeu e a Americano para além de serem bem pagos, tem algo tão ou mais importante: condições para atingirem resultados. A ciência de hoje em dia é tecnológica e não se coaduna com uns “jeitos” feitos com recurso a bolsas de outros projectos para se chegar a algum fim. É preciso haver investimento a sério (e obviamente fiscalizado) na ciência.
Por isso não concordo com a chamada de Mariano Gago ao “empreendedorismo” dos cientistas Portugueses no estrangeiro. “O que vocês podem fazer pelo país” funciona no discurso de Obama porque é aplicado a todos, não a casos especiais onde isso não chega. Não é por acaso que uma das formas de obter visto Americano é ter um QI elevado, eles não são burros.