Partidos políticos
Com as eleições a chegar, discutem-se mais os políticos e os partidos. Coisas chocantes chegam-me pelo Público:
- “Tsvangirai afirma que o Presidente Mugabe ganha apenas 75 euros por mês” – como se fosse possível que um dos maiores ditadores do mundo recebesse uma miséria e ainda assim tivesse uma casa de luxo no Oriente. Como conseguiram dobrar o Tsvangirai…
- “Críticas em surdina no Parlamento à lei para dar mais dinheiro “vivo” aos partidos” – a notícia não é clara sobre a lei, mas a confirmar-se que deixam mais dinheiro entrar para os partidos numa altura de crise como esta, é vergonhoso. No Parlamento, que devia cortar pelo menos metade dos deputados como andam a fazer na função pública, apenas Seguro se revoltou. 1 único deputado !
Li também a coluna de opinião com que mais concordo nos últimos tempos. Acho que não há uma única frase que eu não gostasse de dizer. “Há um mundo para além das sedes” bate todos os pontos e recomendo vivamente a todos lerem. Para além do que é lá escrito acrescento isto:
É urgente mudar de paradigma
Não é urgente criar novos partidos. Se há coisa que os movimentos que têm aparecido nos mostram é que é urgente mudar de paradigma totalmente. Já não vivemos numa sociedade de “cultos” e “incultos” em que os cultos governam e os incultos votam. A igualdade em termos de educação é muito mais real do que queremos pensar. E a única saída justa é uma espécie de Web 2.0 em que a comunidade manda, não uns poucos eleitos. Em que as ideias é que vingam ou não, não o dinheiro injectado nas campanhas.
P.S. Também aqui em Itália se está em campanha eleitoral. é engraçado como uma vila como Frascati concentraos seus esforços políticos na praça principal onde estão os dois concorrentes. É tudo numa escala menor.