Lisboa juntou-se ao grupo de cidades que participam na “hora do planeta“. Isto quer dizer que vai ficar parcialmente às escuras durante uma hora às 20h30 do dia 28 de Março. É uma iniciativa válida, obviamente, mas a mim parece-me mais “show off” do que outra coisa. “Um dia sem carros” ou “uma hora sem electricidade” são eventos que me fazem pensar em duas coisas:
1. Quanto precisamos mais de electricidade do que de carros
2. Que com coisas isoladas destas não vamos a lado nenhum. As abordagens tÊm que ser sistemáticas por forma a reduzir o consumo de tudo o que causar impacto no planeta. Se 10% das casas fossem mais bem isoladas, não haveria cidades no mundo com as luzes desligadas que equilibrassem a poupança de energia.
Em Famalicão, um lugar resolveu fazer algo já conhecido, mas pouco implementado: vermicompostagem. O que é isso, é pôr as minhocas a trabalhar para nós removendo a parte orgânica do lixo por forma a que os vidros e plásticos limpos possam ser reciclados.
Do lado económico, os governos (o Americano, Japonês e agora Português por cópia) querem melhorar o ambiente económico convencendo os quadros mais altos das empresas e ganharem menos dinheiro. O problema é que isso é mais fácil dito que feito e o resultado até agora é que apenas o BES se parece ter chegado à frente. As causas nos vários países são diferentes. No Japão o sentimento de que a empresa é família e que o trabalhador cuida da empresa como a empresa cuida de si, fez com que nos primeiros sinais de crise, existissem altos quadros que cortaram 50% do seu salário. Nos EUA, a causa foi as enormidades de salários que ganhavam os executivos de topo das empresas que foram ao charco (a HP implementou cortes nos salários de 5% nos níveis mais baixos até 25% nos níveis mais altos). Aqui em Portugal… bem.. simplesmente não há dinheiro.