No País dos Hobbits
Enquanto (o cada-vez-mais-claramente-ditador) Hugo Chavez deu ordem para os militares tomarem conta das fábricas de arroz porque não cumpriam com os preços pré-definidos pelo Estado Venezuelano.
Enquanto na Europa se decide em reunião extraordinária coisas tão importantes como os apoios à indústria Europeia e as respectivas abordagens proteccionistas ou não. Numa cimeira em que a própria noção de Europa enquanto conjunto levou um tiro do Presidente Francês Sarkozy com os seus comentários (ver abaixo) e o facto de conseguir dinheiros Europeus a serem injectados na indústria automóvel Francesa, assim espezinhando os esforços de todos os países em não injectarem mais dinheiro na indústria por causa desta crise.
A polémica entre os países mais antigos da UE e os novos membros do Leste estalou quando Nicolas Sarkozy, Presidente francês, explicou que se o Estado ajuda os construtores automóveis – através de créditos a taxas preferenciais no valor de 6 mil milhões de euros – não é para estes irem “abrir fábricas na República Checa ou outros sítios”. — in Público
Onde está Portugal representado ?
Em Espinho, num congresso partidário que podia perfeitamente ser adiado…. Lamento, mas desta vez vou apoiar a Manuela Ferreira Leite. É uma atitude, no mínimo, estúpida. Ironicamente o Congresso do PS acabou mesmo por ser cortado a meio com um valente apagão.
Continuamos num País de Hobbits, cuja principal preocupação é ir aplaudir o clube/partido, ignorando as causas e consequências (muito mais importantes e graves) exteriores. Como as eleições estão à porta, os políticos portugueses acham que se devem virar para dentro. Será que ainda não perceberam que é fora que se está a discutir o futuro de tantas coisas que afectam directamente Portugal ?
Um aparte que mostra ainda mais as não-notícias que se publicam nesta altura de crise para iludir o povo: Universidade de Lisboa: alunos com mais recursos são maioria nos cursos com médias mais altas . Tenho que aplaudir o brilhantismo desta conclusão. Ninguém sabia que, salvo raras excepções de alunos acima da média apesar da sua situação social, são factores como: um bom ambiente de estudo, dinheiro para livros (que chegam a custam centenas de euros cada um num curso de medicina) e dinheiro para propinas (que continuam a subir) que aumentam as probabilidades de sucesso académico de um estudante. Duh ! :!
o Portugal dos pequeninos afinal não é em Coimbra…. já está por todo o lado!